domingo, 4 de janeiro de 2009

Não quero mais você.

Não quero mais você. Nada esta estabelecido; Definido só o que sinto agora. Já havia resolvido que era o homem de toda minha existência. Em minha alma um longo e prazeroso caminho estava desenhado. Meu corpo acostumado aos seus toques me faz te querer a todo o momento. Desobediente o meu corpo ainda vai me pedir você. Certamente será uma briga insana da minha razão, que duelará contra a minha emoção já viciada em ser sua. Cansei de te querer sozinha. E como uma louca me varrer pra você. Buscando forças pra não te perder. Violentando-me cada vez que fazia do meu corpo um palácio para recebê-lo. Limpava minhas salas, colocava adornos e umectava minha pele, como uma serviçal do prazer, me arremessava pra você. Meus seios era seu lugar de aconchego. Pernas e braços como laços a te rodear. Meu sexo sucessivamente pronto para se encaixar em você. Meus ouvidos sempre contentes com qualquer palavra tua. Coração!Ha! Coração descompassado, frenético uma bateria que você comandava. Palavras. Acabei com vocabulário, foram tantas combinações ousadas de falar te amo. Adormecer, momento lindo de te encontrar nos meus sonhos. Abrir os olhos e ter certeza que me possuirá. O meu amor não e egoísta, não arde em ciúmes, divide e até abre mão dos poucos direito que me foram concedidos. Mas não quero mais você. Cansei de ser incompreendida, meu amor se tornou enfadonho. Não posso impor meu jeito agressivo, de proferir amo você. Minhas palavras constantes e tão previsíveis, não foram capazes de deixar claro o tamanho austero do meu amor. Você garimpou em mim esse amor e não satisfeito se fartava a mesa posta. Meus desejos foram lapidados e de tão brilhantes se tornou orgulhoso. Caprichoso meu amor queria ser: Possuidor do meu homem. Não quero mais você. Que me viciou agora tranqüilamente se diz exausto. Lembro-me ainda, quando eu me dizia alucinada de excitação e louca para servi-lo, me recebia com honrarias. Não sobes compreender meus sentimentos, entregue em salva de prata, ainda assim me recebia desejoso. Deleitava no meu corpo que nunca soube se negar. Inebriava-me com teu gozo.Tinha em mim uma mulher, amante desejosa pra servi-lo.
Agora que determinaste o fim, se dizendo enfadado dos meus anseios provocante.
Vou te arrancar de mim, fazer um aborto de você.
Porque só sei amar assim intensamente, sem farsas ou frases montadas, que busque um bom tom, não sou educada para amar.
Meu jeito é assim desafinado, estrondoso, ritmados apenas com nossos gozos.
Não quero mais você.
Descobri que você não cabe em mim.

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